sábado, 13 de abril de 2013

A Tua graça me basta

Deus, eu me abandono em Tuas mãos. Vira e revira esta argila como o barro nas mãos do oleiro. Dá-lhe forma e depois a esmigalha como se esmigalhou a vida de João, meu irmão.


Manda, ordena. Que queres que eu faça?

Elogiado e humilhado, perseguido, incompreendido, caluniado, consolado, sofredor, inútil para tudo, nada me resta senão dizer a exemplo de tua mãe: ‘Faça-se em mim, segundo a tua palavra’.

Dá-me o amor por excelência, o amor da cruz, não o da cruz heroica que poderia nutrir o amor próprio; mas o da cruz vulgar que carrego com repugnância, daquela que se encontra cada dia na contradição, no esquecimento, no insucesso, nos falsos juízos, na frieza, nas recusas e nos desprezos dos outros, no mal-estar e nos defeitos do corpo, nas trevas da mente e na aridez, no silêncio do coração. Então somente Tu saberás que Te amo, porque sondas meu coração, embora eu mesmo nada saiba. Mas isto me basta.

by Jeferson Queiroz

Em Cristo,
Itamar Carrijo

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